Desde sua chegada ao mercado brasileiro em 2024, avaliar e questionar a autonomia do BYD Dolphin se tornou um dos principais pontos de discussão entre especialistas e consumidores interessados em mobilidade elétrica no Brasil.
Considerando a assimilação dos modelos da chinesa no mercado nacional, já é possível fazer uma avaliação mais precisa sobre seu desempenho, não apenas baseada em especificações técnicas, mas também na experiência prática dos usuários.
Neste conteúdo, apresentamos uma análise completa das características, tecnologias, diferenciais das versões do BYD Dolphin, avaliando a autonomia e custo-benefício associados.
Continue e descubra a autonomia do BYD Dolphin.
Especificações técnicas da autonomia BYD Dolphin: análise das três versões
A linha Dolphin no Brasil apresenta três versões distintas, e cada uma delas possui características específicas de autonomia que merecem análise detalhada.
- BYD Dolphin: equipado com uma bateria de 44,9 kWh, oferece uma autonomia de aproximadamente 291 km com carga completa;
- BYD Dolphin Mini: autonomia de até 280 km, o elétrico mais vendido do país;
- BYD Dolphin Plus: bateria de 60,48 kWh oferece autonomia de 330 km.
Do ponto de vista técnico, a autonomia BYD Dolphin está dentro da média para veículos elétricos compactos.
No entanto, apresenta limitações quando comparada às expectativas de consumidores acostumados com a flexibilidade dos motores a combustão.
Essa autonomia, oficialmente avaliada pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) do Inmetro, destaca a adequação do veículo para deslocamentos urbanos, com um foco menos pronunciado em viagens de longa distância.
Performance comparativa: portfólio da BYD
Uma análise crítica da autonomia do BYD Dolphin deve necessariamente incluir sua posição no portfólio completo da marca chinesa no Brasil.
Comparado aos demais modelos, as versões do Dolphin ocupam uma posição intermediária em termos de alcance, mas se destaca pela relação custo-benefício.
Por exemplo, o BYD Han, carro sedã premium da fabricante chinesa, oferece até 349 km de autonomia PBEV, estabelecendo o topo da linha em termos de alcance.
Já o SEAL, carro sedã esportivo da BYD, proporciona até 372 km de autonomia, apresentando o melhor desempenho da marca.
Na categoria SUV, o TAN EV impressiona com até 430 km de autonomia. Entretanto, o Yuan Plus oferece 294 km e o Yuan Pro mantém-se próximo ao Dolphin com especificações similares.
Mas, não se assuste, essa hierarquia revela uma estratégia clara da BYD: posicionar a autonomia BYD Dolphin como adequada para uso urbano intensivo, reservando maiores alcances para veículos de segmentos premium.
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Tecnologia de bateria BYD
Um dos pontos mais interessantes da linha de veículos elétricos da BYD fica com sua bateria da variedade LFP (Lítio-Ferro-Fosfato), que diferencia a fabricante chinesa dos tipos tradicionais baseados em níquel e cobalto.
Com células em formato de lâmina, que dão origem ao nome em inglês “blade”, essas baterias oferecem uma densidade energética superior, o que resulta em maior autonomia.
Além disso, com o avanço da produção, a BYD conseguiu otimizar o espaço, aumentando em mais de 50% quando comparado às baterias tradicionais.
Porém, na prática, isso não se traduz em vantagem competitiva decisiva frente aos concorrentes.

Limitações de carregamento: o gargalo da autonomia do BYD Dolphin
Apesar da tecnologia Blade das baterias da BYD, um dos aspectos mais críticos na análise da autonomia BYD Dolphin está nas limitações de carregamento, que impactam diretamente a praticidade do veículo no uso cotidiano.
Em tomadas do tipo AC, que são as mais comuns, o carregamento pode levar mais de sete horas para completar a bateria (aceita até 6,6 kW de velocidade de recarga).
Esta velocidade de carregamento AC coloca a autonomia BYD Dolphin em certa desvantagem competitiva, especialmente considerando que muitos usuários brasileiros ainda dependem de carregamento residencial.
Em estações rápidas (DC), que aceitam 60 kW, o desempenho melhora bastante o tempo de carregamento: 30 a 40 minutos para atingir 80% da capacidade.
Entretanto, vale lembrar que a infraestrutura de carregamento rápido no Brasil ainda está em desenvolvimento, tornando a dependência de carregamento DC, de certo modo, um fator restritivo à autonomia BYD Dolphin.
Performance e potência
O Dolphin tem um motor elétrico que entrega 95 cv e 18,3 kgfm de torque, levando 10,9 segundos para fazer de 0 a 100 km/h.
Mas esses dados não surpreendem o mercado de veículos, pois, o foco das versões Dolphin e Dolphin Mini é exatamente o uso urbano, entregando a potência necessária a esse contexto.
No entanto, o Dolphin Plus apresenta 204 cv de potência, fazendo de 0 a 100 km/h em apenas 7 segundos (aspecto que agrada aqueles motoristas que exigem performance e economia).
Em testes práticos, a versão Plus pode consumir cerca de 17 kWh/100 km em condições urbanas, um valor que compromete parcialmente os ganhos de autonomia obtidos pela bateria maior.
Avaliação crítica da autonomia do BYD Dolphin
Após mais de um ano no mercado brasileiro, o BYD Dolphin demonstra adequação para seu propósito, mas revela limitações estratégicas importantes.
Sem dúvidas, a versão Mini é uma escolha vantajosa para quem busca um carro elétrico acessível, com características modernas e uma gama de recursos superiores aos seus concorrentes no mercado brasileiro.
Assim, a questão fundamental não é se a autonomia BYD Dolphin é suficiente, mas se representa o melhor custo-benefício para o condutor.
Por um lado, para quem prioriza economia e funcionalidade básica, a autonomia BYD Dolphin é avaliada positivamente. Por outro lado, para quem busca inovação e status, pode decepcionar.
Para a fabricante chinesa, o verdadeiro teste de autonomia e fôlego será a sua capacidade de manter competitividade no mercado, conforme novos modelos aparecem, com tecnologias mais avançadas e autonomias superiores.

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