O Brasil tem mais de 1,5 mil tentativas de infecção por malware por minuto, segundo dados, segundo o Panorama de Ameaças da Kaspersky. Os trojans (ou Cavalos de Tróia) estão entre as formas mais perigosas e furtivas de malware.
Esses programas maliciosos disfarçados de softwares legítimos ou inofensivos são usados por hackers para se infiltrar em sistemas, roubar informações sensíveis, espionar atividades e até mesmo tomar controle de dispositivos.
Assim como no famoso mito grego, em que um presente aparentemente inofensivo escondia soldados prontos para atacar, ele esconde seu verdadeiro propósito até que seja tarde demais.
O que os torna tão preocupantes é sua capacidade de se mascarar, induzindo o usuário a executar ações que parecem normais, mas que abrem as portas para um ataque devastador.
Ao longo deste texto, vamos explorar o que é trojan e como se proteger dele!
Trojan: o que é?
Um trojan, ou Cavalo de Troia, é um tipo de software malicioso que se disfarça de programa legítimo ou inofensivo para se infiltrar em sistemas de computadores.
Ao contrário de outros tipos de malware, como vírus ou worms, eles não se espalham sozinhos. Eles dependem da ação do usuário para serem ativados, geralmente através de downloads enganosos, links maliciosos ou anexos de e-mails fraudulentos.
Uma vez dentro do sistema, esse software malicioso permite que hackers acessem informações confidenciais, controlem dispositivos remotamente e executem uma variedade de ações prejudiciais: roubo de dados, espionagem ou até mesmo a instalação de outros tipos de malware.
Origem do termo “Cavalo de Troia”
O termo “Cavalo de Troia” tem suas raízes na mitologia grega, mais especificamente na famosa Guerra de Tróia.
Após anos de conflito, os gregos arquitetaram um plano para invadir a cidade fortificada de Troia. Eles construíram um enorme cavalo de madeira e o ofereceram aos troianos como um presente de rendição.
Sem saber que o cavalo estava oco e cheio de soldados gregos, os troianos aceitaram o presente e o levaram para dentro das muralhas da cidade.
Durante a noite, os soldados escondidos no interior do cavalo abriram os portões da cidade para o exército grego, resultando na queda de Tróia.
No mundo digital, o conceito é o mesmo: algo aparentemente inofensivo ou útil contém uma ameaça escondida que, quando ativada, compromete a segurança do sistema.
Como funcionam os trojans?
Eles dependem de uma ação do usuário para serem ativados.
Diferentemente de vírus, que podem se propagar sozinhos de um sistema para outro, os trojans precisam ser executados pela vítima. Isso geralmente acontece quando o usuário é enganado a baixar um arquivo malicioso ou clicar em um link comprometido.
Uma vez que é ativado, ele se instala no sistema da vítima e pode realizar uma variedade de ações, dependendo do tipo e das intenções do hacker. Entre as funções mais comuns, podemos citar:
- Roubo de informações: pode capturar dados confidenciais, como senhas, números de cartões de crédito e credenciais de login.
- Controle remoto: alguns permitem que hackers assumam o controle do sistema da vítima, podendo executar programas, alterar arquivos ou até mesmo monitorar as atividades do usuário.
- Instalação de outros malwares: pode ser usado como porta de entrada para a instalação de outros tipos de malware, como ransomware, que criptografa os arquivos do usuário e exige um resgate para restaurar o acesso.
Tipos de trojans
Agora que você sabe o que é trojan, é fundamental entender que podem ter diferentes formas e finalidades, dependendo de como são programados e quais são os objetivos dos hackers.
Alguns dos principais tipos incluem:
Acesso remoto
Os de acesso remoto, também conhecidos como RATs (Remote Access Trojans), são projetados para permitir que hackers assumam o controle completo do sistema da vítima à distância.
Com um RAT, o invasor pode acessar arquivos, monitorar as atividades do usuário, capturar teclas digitadas (keylogging) e até mesmo controlar dispositivos periféricos, como webcams e microfones. Isso pode levar a uma série de violações de privacidade e segurança.
Bancários
Os tipos bancários são uma forma especializada de malware que visa roubar informações financeiras das vítimas.
Eles se disfarçam de aplicativos bancários ou softwares legítimos, enganando o usuário para que insira suas credenciais financeiras.
Eles podem capturar senhas de internet banking, números de cartões de crédito e outras informações.
Ransomware
Os de ransomware são um dos tipos mais perigosos. Quando instalados no sistema, eles criptografam os arquivos da vítima e exigem um pagamento de resgate, geralmente em criptomoedas, para restaurar o acesso aos dados.
Ataques de ransomware podem causar prejuízos financeiros significativos para indivíduos e empresas, além de interromper operações críticas.
Riscos associados aos trojans
Os riscos associados podem ser graves e variados, dependendo do tipo e do que os hackers pretendem fazer com o acesso ao sistema da vítima. Entre os principais riscos, podemos destacar:
- Roubo de dados: podem capturar informações pessoais e financeiras, levando a fraudes e roubo de identidade.
- Perda de controle: com acesso remoto, o hacker pode controlar completamente o dispositivo da vítima, comprometendo sua segurança.
- Instalação de outros malwares: podem ser usados para instalar outros tipos de malware, como spyware, que monitora a atividade da vítima, ou ransomware, que criptografa dados.
- Danos financeiros: podem resultar em perda de dinheiro, seja por meio de transferências fraudulentas ou pela venda de informações roubadas no mercado negro.
Métodos de infiltração do trojan
Os trojans costumam se infiltrar em sistemas através de métodos que exploram a confiança e o descuido dos usuários.
São eles:
E-mails de phishing
O phishing é uma das formas mais comuns de distribuição. Os hackers enviam e-mails falsos que parecem vir de fontes legítimas, como bancos, empresas ou até mesmo amigos da vítima.
Esses e-mails contêm links ou anexos que, ao serem clicados ou baixados, instalam o software malicioso no sistema.
Downloads de software malicioso
Esses softwares frequentemente se disfarçam de softwares legítimos. O usuário baixa o software de uma fonte não confiável, acreditando que está instalando um programa útil, mas, na verdade, está abrindo as portas para o malware.
Sites comprometidos
Ao acessar um site falso, por exemplo, o usuário pode, sem saber, baixar um software malicioso para seu sistema. Isso pode acontecer automaticamente, sem que o usuário precise clicar em nada.
Esses sites são geralmente criados por hackers ou foram comprometidos por vulnerabilidades de segurança.
Sinais de alerta de infecção por trojan
Detectar a presença de um software malicioso nem sempre é fácil, mas alguns sinais podem indicar que o seu sistema foi comprometido:
Lentidão no sistema
Se o desempenho do seu computador ou dispositivo móvel começou a se deteriorar sem motivo aparente, isso pode ser um sinal de que ele está consumindo recursos em segundo plano.
Pop-ups incomuns
Se você começar a ver uma quantidade incomum de pop-ups, mesmo ao acessar sites que normalmente não os exibem, isso pode ser um indicativo de que o seu dispositivo está infectado.
Acesso não autorizado a contas
Caso note atividades incomuns em suas contas, como tentativas de login não reconhecidas ou transações financeiras suspeitas, isso pode ser um sinal de que suas credenciais foram roubadas por um trojan.
Como se proteger contra trojans?
A prevenção é, sem dúvida, a melhor forma de lidar com esses softwares maliciosos. Afinal, quando seu sistema é comprometido, os danos podem ser significativos.
Felizmente, adotar boas práticas de segurança pode reduzir drasticamente o risco de infecção por esses programas maliciosos.
Veja abaixo algumas medidas essenciais para se proteger:
Usar antivírus e softwares de segurança
Ter um software antivírus confiável é uma das primeiras linhas de defesa contra trojans. Esses programas são projetados para detectar atividades suspeitas, varrer o sistema em busca de malware conhecido e, muitas vezes, eliminar as ameaças antes que possam causar estragos.
No entanto, não basta apenas instalar o antivírus; é fundamental mantê-lo sempre atualizado, já que novos surgem constantemente, e os programas de segurança precisam estar equipados com as definições mais recentes para combatê-los.
Além disso, considere a instalação de um firewall que monitore o tráfego de rede e bloqueie acessos não autorizados ao sistema.
Manter sistemas e softwares atualizados
Trojans muitas vezes exploram vulnerabilidades em softwares desatualizados para se infiltrar em sistemas.
Desenvolvedores de sistemas operacionais e programas lançam atualizações regularmente, que incluem correções de segurança (patches) para eliminar essas brechas.
Portanto, manter seu sistema operacional, navegador, aplicativos e qualquer outro software sempre atualizados é uma medida crucial para proteger seu dispositivo.
Ativar a opção de atualização automática pode ser uma forma prática de garantir que você sempre tenha as últimas proteções instaladas, sem precisar se preocupar em fazer isso manualmente.
Ter cuidado com links e downloads
Os trojans frequentemente se disfarçam como downloads legítimos ou links atraentes, fazendo com que as vítimas baixem ou cliquem neles sem suspeitar.
Para evitar esse tipo de infecção, nunca clique em links suspeitos, especialmente em e-mails não solicitados ou mensagens de remetentes desconhecidos. Sempre verifique a URL antes de clicar e desconfie de links encurtados ou sem contexto claro.
Além disso, faça downloads apenas de sites confiáveis, evitando a instalação de softwares de fontes piratas ou duvidosas, que são frequentemente veículos para diversos tipos de malware.
Desconfiar de ofertas “boas demais para ser verdade”
Muitas infecções começam com a oferta de algo atraente, como software gratuito, prêmios ou promoções, que na realidade são enganos para induzir as pessoas a baixar malware.
Seja cético com relação a essas ofertas: sempre pesquise a legitimidade de qualquer site ou aplicativo que esteja prometendo algo aparentemente valioso gratuitamente.
Conclusão
Os trojans são uma das formas mais enganosas e perigosas de malware.
Eles entram em sistemas sob a máscara de programas inofensivos e podem causar danos significativos, desde o roubo de informações até o controle total do dispositivo.
No entanto, ao seguir boas práticas de segurança digital, como manter o software atualizado, usar antivírus e evitar links suspeitos, você pode minimizar o risco de infecção.
Estar vigilante é a melhor defesa contra essa ameaça persistente!
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