A estética de um carro feio influencia mais do que a primeira impressão: ela ajuda a perceber como o veículo foi cuidado, influencia o valor de revenda e até direciona o tipo de experiência que o motorista espera ter.
Linhas bem definidas, pintura uniforme e proporções equilibradas contribuem para a sensação de qualidade, enquanto detalhes mal executados podem indicar desgaste ou histórico de reparos.
Porém, mesmo com toda essa relevância visual, algumas montadoras acabam arriscando mudanças profundas em modelos já consolidados, e nem sempre o resultado agrada.
Alterações de grade, faróis, traseira ou proporções podem dividir opiniões e transformar carros antes admirados em alvos de críticas.
Se você quer conhecer quais modelos passaram por esse tipo de transformação e geraram debates entre fãs e especialistas, continue a leitura e confira a seleção completa.
BMW Série 4 — geração F32 (2013–2020) / G22 (estreia 2020/2021)

A primeira geração do BMW Série 4 F32 sempre foi lembrada pelo visual equilibrado, com o cupê seguindo o estilo clássico da marca: grade dupla em formato tradicional, proporções longas, capô baixo e traseira elegante.
A mídia especializada costumava elogiar o conjunto justamente por transmitir esportividade sem exagero. Entre entusiastas, o F32 era visto como a união ideal entre design limpo e personalidade forte, com linhas ainda inspiradas no Série 3.
Agora, quando surgiu o BMW Série 4 G22, o impacto visual foi imediato: a marca apostou em uma grade frontal muito maior, com formato verticalizado e presença dominante. Essa mudança transformou completamente a identidade do carro.
A imprensa automotiva reagiu com surpresa: muitos avaliadores reconheciam avanços mecânicos e tecnológicos, mas ressaltavam que o design dividia opiniões. A dianteira virou assunto recorrente em análises, descrita por alguns como ousada e por outros como desproporcional.
Nas redes sociais e fóruns de fãs da BMW, o debate ficou ainda mais intenso: parte do público argumentava que o novo desenho deixava o cupê mais agressivo e moderno. A outra parte sentia falta da harmonia e da discreta sofisticação da geração anterior.

2. Toyota Prius — geração anterior (até ~2015) / 4ª geração (estreia 2015/2016)

O Toyota Prius de terceira geração era conhecido pelo visual funcional. Seu formato de cunha, o teto elevado e as linhas suaves transmitiam eficiência. Isso combinava com o posicionamento do modelo, que priorizava economia de combustível, baixo arrasto aerodinâmico e simplicidade. Seu valor, segundo a tabela FIPE, é de R$ R$50.978,00.
A imprensa avaliava o design como coerente com o propósito ambiental, e muitos motoristas viam o visual discreto como parte do charme do Prius. Ele não chamava atenção, mas comunicava exatamente o que era: um híbrido focado em consumo.
Com a chegada da quarta geração, o Prius adotou uma identidade muito mais ousada. A Toyota investiu em faróis afilados, recortes agressivos, lanternas verticais e superfícies marcadas. A proposta era modernizar o carro e reforçar a imagem futurista, mas o resultado dividiu opiniões.
Críticos destacaram que o desempenho e a eficiência estavam excelentes, porém o visual destoava da personalidade tranquila do modelo. A estética menos convencional gerou debates tanto na mídia quanto entre consumidores.
Nas redes sociais, muitos disseram que o novo design parecia “desnecessariamente extravagante”. Outros defendem que um carro inovador deveria realmente parecer diferente. Essa polarização fez com que a quarta geração se tornasse um dos lançamentos mais debatidos da Toyota.
É possível encontrar o novo modelo pelo valor de R$ R$79.258,00, segundo a tabela FIPE.

3. Jeep Cherokee — gerações antigas (estilo tradicional) / KL (lançada 2014)

As gerações KJ e KK do Jeep Cherokee eram conhecidas pelo estilo robusto, com linhas simples e aparência tradicional de um utilitário esportivo. Elas mantinham a identidade clássica da marca: faróis grandes, grade imponente e desenho que lembrava veículos preparados para trilha.
A mídia destacava essa coerência visual como um ponto forte, e muitos consumidores apreciavam o ar “aventureiro” e o perfil mais quadrado. Esse conjunto fazia dessas gerações um dos Cherokees mais fiéis à proposta tradicional da Jeep. Atualmente, é possível encontrá-lo no valor de R$ R$66.784,00.
Em 2014, o lançamento do Cherokee KL mudou completamente essa percepção. O novo design adotou faróis divididos, grade mais estreita e linhas mais suaves, aproximando o modelo do universo dos crossovers urbanos.
Embora a evolução em tecnologia, conforto e equipamentos tenha sido amplamente reconhecida pela imprensa, o visual virou tema central das avaliações. Muitos especialistas afirmaram que a Jeep arriscou demais ao se afastar do desenho clássico, o que gerou estranhamento imediato.
Entre o público, a reação foi ainda mais dividida. Uma parte dos compradores achou a proposta moderna e adequada ao mercado de SUVs familiares. Outra considerou que o carro “perdeu a alma Jeep”, parecendo menos robusto. Discussões sobre o design do KL se tornaram comuns em fóruns e grupos de proprietários.
Seu valor atual é de R$85.156,00, segundo a tabela FIPE.

O que analisar esteticamente ao comprar um carro?
Na hora de comprar um carro, vale observar a estética com atenção, porque ela influencia não só o apelo visual, mas também a percepção de cuidado, desgaste e valor de revenda. Veja a seguir algumas de nossas dicas.
Pintura e integridade da carroceria
Observe o carro sob luz natural, de preferência em ambientes diferentes, para identificar variações de cor, manchas, pontos opacos ou retoques mal executados. Portas, capô e para-lamas revelam rapidamente se houve repintura ou reparos.
Diferenças de tonalidade, textura irregular e pequenos escorridos podem indicar serviços anteriores. A pintura original costuma ser mais uniforme e ajuda a preservar o valor de revenda.
Alinhamento das peças externas
As peças da carroceria devem manter folgas semelhantes nos dois lados. Portas, capô e porta-malas precisam abrir e fechar sem esforço, sem barulhos estranhos ou resistência. Desníveis podem denunciar batidas, reparos estruturais ou manutenção descuidada.
Mesmo pequenos desalinhamentos já são sinais de alerta, já que um carro bem cuidado tende a conservar suas proporções originais.
Conjunto óptico: faróis e lanternas
Lentes amareladas, riscadas ou com presença de umidade indicam desgaste ou vedação comprometida. Faróis e lanternas devem estar alinhados e com iluminação uniforme.
Peças não originais podem alterar o padrão estético e sugerir troca após colisão. Verifique também se não há remendos, silicone aparente ou encaixes frouxos.
Rodas, pneus e estado da suspensão
Rodas riscadas ou amassadas podem revelar impactos fortes. Pneus com desgaste irregular sugerem desalinhamento ou problemas na suspensão. A aparência desses itens indica o tipo de uso do proprietário anterior. Um conjunto bem cuidado passa sensação de zelo e atenção com a manutenção.
Interior e sensação de cuidado
Confira bancos, volante, painel e plásticos. Arranhões, manchas e peças soltas revelam desgaste acima do normal. Toque nos materiais para perceber firmeza e observe se os botões funcionam corretamente. Cheiros muito fortes podem indicar infiltração ou má conservação.
Coerência estética geral
Analise se a aparência do carro condiz com sua quilometragem e idade. Um veículo mais antigo, mas bem preservado, costuma mostrar que recebeu cuidados constantes. Um conjunto harmônico transmite confiança e ajuda na decisão final.
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Conclusão
Neste texto, você conferiu três modelos de veículos que passaram por mudanças em seu chassi conforme novas versões foram lançadas, mas que acabaram não agradando tanto o público assim.
Dessa forma, é possível perceber que não é apenas a potência ou preço que são considerados na hora de adquirir um carro, mas também a sua aparência estética.
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