Você já se perguntou como alguns carros conseguem se manter na pista mesmo em curvas fechadas, frenagens bruscas ou pisos escorregadios? A resposta está em um sistema eletrônico chamado controle de estabilidade (ESP).
Esse item de segurança ativa, que designa um recurso ou equipamentos que reduz os riscos de acidente no trânsito, passou a ser obrigatório no Brasil em 2024.
Neste artigo, vamos explicar o que é, como funciona e por que ele é importante para a segurança e o desempenho do seu carro. Acompanhe!
O que é o Controle de Estabilidade (ESP)?
O controle de estabilidade, também conhecido pela sigla ESP (do inglês Electronic Stability Program), é um sistema que monitora e corrige a trajetória do carro em situações de risco, como derrapagens, saídas de frente ou de traseira.
Ele faz isso por meio de sensores que detectam a velocidade, a direção e a inclinação do carro, e atuadores que aplicam forças nos freios e no motor para manter o carro na rota desejada pelo motorista.
O controle eletrônico de estabilidade (daí a sigla ESC, que em inglês seria Electronic Stability Control) é um dos sistemas de assistência à condução mais avançados e eficazes que existem.
Ele pode evitar acidentes graves, reduzir os danos causados por colisões e aumentar a confiança do motorista. Além disso, pode melhorar o desempenho do carro em curvas, acelerações e frenagens.
Na prática, você pode inclusive achar a direção mais divertida e esportiva.
Vamos aprofundar sobre esse funcionamento e explicar melhor a pergunta da vez: o que faz o controle de estabilidade?
Como e quando o Controle de Estabilidade funciona?

O controle de estabilidade funciona de forma automática e imperceptível para o motorista. Ele costuma estar ativo (se você não o desativou pelo botão nos modelos em que ele existe).
Mas só entra em ação quando detecta uma situação de instabilidade, ou seja, quando o carro começa a perder o controle da direção.
Neste momento, o sistema analisa os dados dos sensores e calcula qual é a melhor forma de corrigir a trajetória do carro. Em seguida, ele envia comandos para os atuadores, que podem fazer o seguinte:
- Reduzir a potência do motor para diminuir a velocidade do carro e evitar que ele saia da pista.
- Frear uma ou mais rodas individualmente para gerar um torque que gire o carro na direção correta.
- Aumentar a potência do motor para compensar a perda de tração em uma roda e manter o equilíbrio do carro.
Percebeu que você não precisa se preocupar em quando ligar o controle de estabilidade? Se ele estiver ativo, ele atuará diante dessas situações.
E o melhor: ele funciona em qualquer tipo de piso (asfalto, terra, areia, neve ou gelo) e em qualquer condição climática (chuva, vento, neblina ou sol).
Situações práticas em que o ESP é acionado
O ESP é especialmente útil em situações como:
- Curvas fechadas ou em alta velocidade, que podem fazer o carro sair da pista ou capotar;
- Frenagens bruscas ou em emergência, que podem provocar perda de aderência ou derrapagem;
- Mudanças repentinas de direção ou de faixa, que provocam desequilíbrio ou instabilidade;
- Pisos escorregadios ou irregulares, casos em que o veículo pode perder a tração ou o contato com o solo.
Mas é claro que o motorista deve dirigir com responsabilidade, ok? Há um limite para atuação do recurso, que não consegue segurar o carro numa velocidade altíssima, por exemplo.
Entendeu o que faz e como funciona o controle de estabilidade? Então vamos pontuar por que é importante escolher um carro com esse recurso.
Por que um carro precisa do Controle de Estabilidade?
Um carro precisa do controle eletrônico de estabilidade porque ele pode salvar vidas e amenizar a gravidade de acidentes. Simples assim.
Segundo estudos realizados em diversos países, como é o caso da análise do Instituto de Segurança Viária dos Estados Unidos, o controle de estabilidade é capaz de reduzir acidentes fatais em 43%.
No mesmo sentido, devido à sua forma de funcionamento, ele reduz o risco de capotamentos, que são um dos tipos de acidentes mais graves e letais que existem.
Não à toa, o ESP foi objeto de projeto de lei no Brasil, que aprovou sua obrigatoriedade. Falaremos sobre isso adiante.
Vale destacar, ainda, que o recurso pode melhorar a experiência de direção e tornar o carro mais ágil, responsivo e estável. Ou seja, você pode aproveitar melhor o potencial do veículo.
Agora que você sabe como funciona o controle de estabilidade (ESP) e sua importância, deve estar se perguntando: “como vou saber se o carro possui este recurso”?
Como saber se um carro tem o Controle de Estabilidade?

Para saber se um carro tem o controle eletrônico de estabilidade, você pode verificar alguns itens, como:
- O manual do proprietário ou a etiqueta de segurança veicular do veículo (de 2021 em diante), que deve informar se o carro possui o ESP e como ele funciona.
- O painel de instrumentos, que deve ter um ícone que indica o status do sistema. Geralmente, o ícone é a sigla “ESP” ou um carro com duas linhas curvas atrás, que representam as marcas de derrapagem. O ícone pode ficar aceso, piscando ou apagado, dependendo da situação.
- O botão de liga/desliga, que permite ao motorista ativar ou desativar o sistema. Alguns carros permitem que o motorista escolha entre diferentes modos de funcionamento do recurso, como normal, esportivo ou off-road. O botão costuma ficar no painel central ou no console do carro e está presente em alguns modelos.
A obrigatoriedade do Controle de Estabilidade
O controle eletrônico de estabilidade é um sistema tão importante que já se tornou obrigatório em vários países do mundo, como Estados Unidos, Europa, Japão, Austrália e China.
No Brasil, o recurso se tornou obrigatório em 2024, mas a história remonta há mais tempo.
A implementação do recurso tem aumentado nos últimos tempos entre os automóveis comercializados no Brasil devido à regulamentação.
A normativa Contran 567/15 estabelece a adoção gradual em todos os modelos disponíveis no Brasil. Desde o início de 2020, o sistema de estabilidade tornou-se compulsório para todos os novos projetos de veículos (que são aqueles que nunca tiveram registro de homologação do Denatran).
Para os outros modelos já existentes, a normativa previa a implementação do item de segurança em todos os automóveis novos a partir de janeiro de 2022.
No entanto, a medida foi postergada por dois anos. Assim, o sistema de estabilidade estará disponível em 100% dos veículos leves importados ou fabricados no Brasil a partir de 2024.
Antes disso, em 2023, no mínimo 50% da produção nacional deverá ter obrigatoriamente o equipamento de fábrica.
Carros que possuem o Controle de Estabilidade
Atualmente, existem muitos carros que possuem o controle eletrônico de estabilidade, de diferentes marcas, modelos e categorias. Alguns exemplos são:
- Honda Fit: sistema presente no veículo com motor 1.5 16V de até 116 cv.
- Fiat Argo: recurso presente na versão Drive 1.3 GSR com motor Firefly de até 101 cv, na versão mais acessível
- Ford Ka Freestyle 1.0: o veículo 1.0 de até 85 cv possui, além do controle eletrônico de estabilidade, controle de tração.
- Volkswagen Polo 1.0 MPI: presente no motor 1.0 aspirado de três cilindros e 84/75 cv. Ele é equipado com o ESP em todas as versões.
- Hyundai HB20 e HB20S: presente na versão Evolution com motor 1.0 de 80 cv. O veículo oferece o sistema desde a versão intermediária.
- Chevrolet Onix e Onix Plus: presente na nova geração com motor 1.0 de três cilindros de 82/78 cv e no motor turbo de 116cv (Onix Plus). O destaque é o sistema disponível desde a versão de entrada nos dois modelos.
- Toyota Etios: presente na versão X com motor 1.3 16V de 98 cv (hatch) ou versão X com motor 1.5 16V de 107 cv (sedan). O recurso foi incluído na linha 2019, e o veículo manteve sua eficiência e o baixo custo de manutenção.
Esses são apenas alguns exemplos de carros que possuem o controle de estabilidade. Você pode encontrar muitos outros na OLX. E lembre-se: na hora de escolher o seu carro, prefira aquele que tem o controle eletrônico de estabilidade. Ele pode fazer a diferença entre uma viagem tranquila e uma tragédia.
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